sexta-feira, 22 de maio de 2015

Aprovado no Senado o texto da comissão que estabelece a adesão brasileira ao ESO










Foi aprovado no Senado o texto da comissão que estabelece a adesão brasileira ao ESO.
Informações sobre o processo podem ser obtidas no site do senado. Abaixo, um resumo da tramitação.

PDS - PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO (SF), Nº 37 de 2015:


Autor(a): 
COMISSÃO - Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional
Ementa: Aprova o texto da Convenção que Estabelece a Organização Europeia para a Pesquisa Astronômica no Hemisfério Austral, cuja adesão brasileira foi assinada em Brasília, em 29 de dezembro de 2010, e os demais atos internacionais a ela anexados, que especifica.
Natureza: Atos/tratados/acordos internacionais
Data de apresentação: 25/03/2015
Situação atual: Local: 21/05/2015 - Secretaria de Arquivo
Situação: 19/05/2015 - TRANSFORMADA EM NORMA JURÍDICA
Ação: (SF) MESA.
PROMULGADO. DECRETO LEGISLATIVO 000099 DE 2015.
DOU- 19/05/2015 PÁG. 00001.
Promulgado em 18/05/2015.
Outros números: Origem no Legislativo: CD  PDC  01287 / 2013
CD  MSG  00040 / 2013
Norma jurídica gerada: DLG-000099 de 2015
Indexação da matéria: Indexação: APROVAÇÃO, TEXTO, ACORDO INTERNACIONAL, CONVENÇÃO INTERNACIONAL, ASSUNTO, BRASIL, PAIS ESTRANGEIRO, ORGANISMO INTERNACIONAL, EUROPA, PESQUISA, ASTRONOMIA.

sexta-feira, 13 de março de 2015

Dra. Thaisa Storchi Bergmann recebe Prêmio Internacional



A profa. Dra. Thaisa Storchi Bergmann do Departamento de Astronomia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul recebe no dia 18/03 em Paris o conceituado Prêmio Internacional L´oréal-UNESCO para Mulheres na Ciência 2015, pela sua importante contribuição ao conhecimento na área de Núcleos Ativos de Galáxias e Buracos Negros. A Sociedade Astronômica Brasileira parabeniza a profa. Thaisa Bergmann por essa conquista para a ciência no país.

domingo, 17 de agosto de 2014

BRASIL OBTÉM CONQUISTA INÉDITA EM OLÍMPIADA INTERNACIONAL DE ASTRONOMIA

O Brasil conquistou, pela primeira vez, uma medalha de prata na 8ª Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica (IOAA, na sigla em inglês), realizada de 1º a 10 de agosto, na cidade de Suceava, na Romênia. A delegação brasileira trouxe ainda duas medalhas de bronze e três menções honrosas.

O segundo lugar foi conquistado na competição em equipe, que combina provas teóricas com observação e análise de dados. Neste ano, os estudantes tiveram que resolver um problema de dinâmica orbital. As competições individuais, que renderam as medalhas de bronze e menções honrosas, têm provas práticas e teóricas de Astronomia e Astrofísica.


Para garantir a prata, o grupo teve de calcular, em 90 minutos, a trajetória de dois mísseis que deveriam atingir um asteroide em rota de colisão com a Terra e “salvar” o planeta. Os participantes só puderam utilizar réguas, massa de modelar e barbante na resolução da questão.

Os líderes da equipe foram os astrônomos Gustavo Rojas, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), e Eugênio Reis, do Museu de Astronomia e Ciências Afins (Mast), unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). A medalha de ouro da prova por equipe ficou com o Canadá; a de bronze, com a Lituânia.

Nas provas individuais, os estudantes que conquistaram medalhas de bronze foram Allan dos Santos Costa, de Bauru (SP), e Daniel Mitsutani, da capital paulista. Daniel Charles Heringer Gomes, de Mogi das Cruzes (SP), Felipe Vieira Coimbra, de Teresina (PI), e Pedro Guimarães Martins, de Belo Horizonte (MG), ficaram com a menção honrosa.

A edição deste ano reuniu 208 estudantes de 39 países. Os participantes da delegação brasileira tiveram excelente pontuação na prova nacional da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), organizada por uma comissão formada por membros da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) e da Agência Espacial Brasileira (AEB), passando por outros testes até a seleção final.

Mais informações em www.ioaa2014.ro.
Agência FAPESP (15/08/2014) http://agencia.fapesp.br/19614

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

DUÍLIA DE MELLO RECEBE PRÊMIO PROFISSIONAL DO ANO 2013 DA DIÁSPORA BRASIL


Seis brasileiros que vivem nos Estados Unidos e atuam em diferentes áreas do conhecimento tiveram seus talentos reconhecidos pelo governo brasileiro durante a entrega do 1º Prêmio Diáspora Brasil. O evento, realizado na manhã de quarta-feira, 28 de maio de 2014, no Palácio Itamaraty, em Brasília, reuniu ministros de Estado e outras autoridades que entregaram troféus e diplomas aos vencedores. O prêmio simboliza o reconhecimento aos cidadãos brasileiros que vivem fora do país e tenham destaque nas áreas de ciência, tecnologia, inovação e empreendedorismo, que contribuem para a construção de uma imagem positiva do Brasil no exterior e para o avanço da competitividade brasileira. “Os desafios que enfrentamos hoje são baseados na economia do conhecimento. Por isso, é importante que esses cérebros brasileiros que vivem no exterior estejam também a serviço do Brasil”, declarou o ministro do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Mauro Borges Lemos.

[…] 
O ministro das Relações Exteriores fez questão de ressaltar aos vencedores do 1º Prêmio Diáspora Brasil que o reconhecimento é uma manifestação do governo e do Estado brasileiro. “Queremos sempre trabalhar ao lado de vocês, reconhecer suas justas e valiosas contribuições para o desenvolvimento econômico, tecnológico e social do país. O que os senhores fizeram e tem feito pelo país aqui e lá fora nos enche de orgulho e augura um futuro promissor para o Brasil”, previu.
[…]
Premiados-Categoria “Profissionais do Ano”
Na área de Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) os finalistas foram: Bernardo Scheinkman, Celso Correa Batalha, Vanessa Noronha Tölle, Vitor Fernando Pamplona e Duília Fernandes de Mello. “Quero agradecer ao Brasil pelo investimento feito na minha educação. Estudei em universidades públicas, fui bolsista da Capes”, reconheceu a vencedora Duília Fernandes de Mello que trabalha com pesquisas na cidade de Maryland nos EUA.
Duília já foi mentora de mais de 40 alunos de todas as regiões do Brasil no Ciência Sem Fronteiras. “Eles são muito entusiasmados, sempre com um sorriso. Espero que este prêmio inspire novas crianças a serem cientistas. Tenho certeza que todos eles irão contribuir para melhorar, transformar e globalizar a sociedade brasileira”. 
A profissional do ano em TIC revelou que o lema dela é mudar o Brasil estudante por estudante. “Vou continuar fazendo isso mesmo de longe. Dedico este prêmio a todos os estudantes universitários brasileiros espero que eles continuem batalhando, pois é recompensador trabalhar no que gostamos de fazer”, declarou.
Veja a reportagem na íntegra em:
Outras reportagens:

terça-feira, 29 de julho de 2014

CARTA AO MINISTRO DO MCTI, CLELIO CAMPOLINA DINIZ


Excelentíssimo Ministro da República
Clelio Campolina Diniz
Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação
70067-900 – Brasília – DF
São Paulo, 28 de julho de 2014

Excelentíssimo Senhor Ministro,

Recentemente fomos surpreendidos por uma notícia anunciada na mídia internacional e nacional (http://blogs.nature.com/news/2014/07/sao-paulo-state-joins-megatelescope.html) de forte repercussão para a comunidade astronômica brasileira sobre possíveis negociações do MCTI para dividir os custos de U$ 40 mi do Giant Magellan Telescope (GMT), projeto aprovado pela FAPESP. A Diretoria da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) foi questionada sobre estas negociações e, desconhecendo o assunto, contatou pesquisadores e lideranças das principais Unidades de Pesquisa do MCTI (LNA, ON, INPE), mas infelizmente estes também desconheciam o teor do acordo e a situação do mesmo.

Embora não restem dúvidas quanto aos benefícios que a adesão a este telescópio trará aos pesquisadores do Estado de São Paulo, alertamos que este assunto não foi discutido em nível nacional e suas implicações aferidas pelos astrônomos brasileiros dentro de um Plano Nacional de Astronomia. Durante a XXXVIII Reunião Anual da SAB, promoveremos uma Mesa Redonda sobre os Grandes Telescópios, a realizar-se às 19 h em 1o de setembro de 2014 no Hotel Atlântico, em Armação de Búzios, RJ. Gostaríamos de convidar V.Ex.a para participar desta mesa redonda. Antecipamos que um total de 300 astrônomos profissionais participarão desta reunião.

Como é do conhecimento de V.Ex.a, o acordo de adesão do Brasil à Organização Europeia de Pesquisa Astronômica no Hemisfério Austral (ESO, European Southern Observatory), foi um projeto amplamente discutido em nível nacional e apoiado por mais de 80% da comunidade astronômica brasileira. Entretanto este projeto, com pleno apoio do MCTI desde 2010,  se encontra no congresso desde fevereiro de 2013 aguardando ratificação.

No intuito de impulsionar este processo, em 4 de junho, houve uma reunião de representantes da SAB com a Secretária Executiva do MPOG, Eva Maria Dal Chiavon, Dep. Jorge Bittar (PT-RJ) e Hudson Mendonça (MCTI). Nesta reunião decidiu-se que o MCTI prepararia uma contra proposta para uma renegociação do valor do acordo ESO, considerado alto pelo MPOG. Porém até o presente momento, ainda não tivemos notícias sobre o andamento das negociações, sobre as quais aproveito para indagar a respeito.

Coloco-me novamente à disposição e muito nos honraria a possibilidade de aprofundar essa série de argumentos com V.Exa., em ocasião de sua conveniência.


Certa de poder contar com a sua colaboração, agradeço a atenção e subscrevo-me cordialmente,

Adriana Válio
Presidente
Sociedade Astronômica Brasileira

segunda-feira, 28 de julho de 2014

GRUPO FAZ MAPEAMENTO DETALHADO DA MATÉRIA ESCURA DO UNIVERSO

Um grupo internacional de pesquisadores acaba de concluir um mapeamento detalhado da distribuição da misteriosa matéria escura pelo Universo. Ninguém sabe exatamente do que ela é feita, o que se torna ainda mais constrangedor diante do fato de que a matéria escura responde por 80% de toda a matéria do Cosmos.

Os novos resultados parecem apoiar o modelo mais popular entre os cientistas, segundo o qual a matéria escura é composta por partículas que se movem a velocidades muito inferiores às da luz e que, apesar de ter massa, interagem muito fracamente com a matéria convencional. Contudo, o estudo ainda está longe de ser capaz de discriminar de forma definitiva entre os diversos modelos cosmológicos possíveis.

"Ainda há muitas alternativas que se encaixam", disse à Folha Martín Makler, pesquisador do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF) que participou do trabalho, publicado no periódico "Monthly Notices of the Royal Astronomical Society".


O MAPA DO INVISÍVEL

Não é trivial realizar um mapeamento de uma forma de matéria que não emite luz e, portanto, é invisível. Os cientistas precisam recorrer ao único efeito detectável produzido pela matéria escura: a gravidade que ele exerce sobre os objetos visíveis. Em particular, o grupo, que tem pesquisadores da Suíça, da França, do Canadá, da Alemanha e do Brasil, explorou um fenômeno que foi primeiro previsto pela teoria da relatividade geral, de Albert Einstein: as lentes gravitacionais. 

É a ideia de que um corpo celeste mais próximo que esteja entre nós e outro objeto mais distante faz com que os raios de luz do objeto afastado se curvem suavemente, do mesmo jeito que a refração de uma lente convencional faz. Como a matéria escura representa muito mais massa do que a convencional, seu efeito nas lentes gravitacionais é pronunciado. Ao detectar as distorções nos caminhos da luz, é possível estimar a quantidade de matéria escura no espaço que separa o objeto mais distante de nós. O resultado do esforço, feito com o Telescópio Canadá-França-Havaí, é um mapa bidimensional sem profundidade, portanto da distribuição da matéria escura, que cobre uma faixa do céu com 170 graus quadrados de área.

RESOLUÇÃO

Uma das novidades importantes do novo estudo é que os pesquisadores incluíram no mapa as concentrações não muito grandes de matéria escura _os chamados picos baixos. "Com isso ganhamos muito mais 'objetos' e, portanto, precisão na medida", destaca Makler. O resultado também traz consigo novos mistérios. Os pesquisadores encontraram por exemplo alguns picos que não correspondem a grupos e aglomerados de galáxias. Ou seja, os "objetos" que teriam curvado os raios de luz seriam 100% escuros, sem matéria convencional.

É um achado intrigante, de forma que os cientistas agora estão concentrados em confirmar que esses picos são reais. "Se não há galáxias ou aglomerados associados, isso teria fortes implicações para a cosmologia, no nosso conhecimento sobre a formação de estruturas no Universo", afirma o pesquisador. Importante lembrar que o estudo também ajuda a desvendar a outra metade do mistério da cosmologia moderna: a energia escura. Trata-se de uma força que está acelerando a expansão do Universo, agindo contrariamente à gravidade, e que ninguém, no momento, sabe exatamente o que é.

http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2014/07/1492049-grupo-faz-mapeamento-detalhado-da-materia-escura-no-universo.shtml

domingo, 27 de julho de 2014

RONALDO ROGÉRIO DE FREITAS MOURÃO (1935-2014)


É com grande pesar que comunicamos o falecimento de Ronaldo Rogério de Freitas Mourão nesta sexta-feira, 25 de julho de 2014 aos 79 anos. Um dos mais importantes astrônomos brasileiros, dedicou-se incansavelmente à divulgação de Astronomia. Com centenas de artigos publicados para o público geral, inspirou gerações de jovens astrônomos. Idealizador e fundador do Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST), no Rio de Janeiro em 1984, sua área de atuação profissional era em estrelas duplas e objetos do Sistema Solar. Foi também um dos fundadores da Sociedade Astronômica Brasileira em 1974, tendo permanecido nosso associado por 40 anos até a última sexta-feira. Sem dúvida, uma enorme perda para a astronomia brasileira.

Adriana Valio
Diretoria da SAB


Transcrevemos abaixo a mensagem de Pierre Kaufmann em homenagem a Ronaldo Mourão.


O Brasil perde um dos seus maiores promotores de ciência, e da astronomia em especial. No início dos anos 60, Ronaldo, como astrônomo, foi dos primeiros a obter resultados com repercussão internacional. Depois se destacou com talento e conhecimento em história da ciência e da astronomia, promovendo com maestria sua popularização e divulgação. Conseguia motivar as pessoas de forma única, atrativa, apaixonada, sem nunca transigir com o rigor que a ciência requer, cativando gerações de admiradores e interessados em todos os níveis de educação e de idade. Muitos se tornaram astrônomos profissionais. Eu perdi um amigo. A comunidade perdeu uma de suas mais extraordinárias personalidades, a quem se deve um enorme tributo de reconhecimento por todas suas contribuições em ciência e sua disseminação.

Pierre Kaufmann